O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, registrou 47 avistamentos de balões nos quatro primeiros meses de 2026, número que já corresponde a cerca de 40% de todas as ocorrências contabilizadas ao longo do ano passado.
O aumento dos registros tem preocupado a administração do terminal e autoridades ligadas à segurança aérea, devido aos riscos que os artefatos representam para aeronaves, passageiros e moradores da região.
Em 2024, foram contabilizados 116 casos de balões nas proximidades das rotas de pouso e decolagem. Somente em abril deste ano, houve 19 avistamentos e uma ocorrência de queda de balão, tornando o mês o mais crítico do período analisado pela concessionária responsável pelo aeroporto.
A presença desses artefatos no espaço aéreo é considerada uma ameaça à segurança das operações aeroportuárias. O risco envolve desde possíveis colisões com aeronaves até a ocorrência de incêndios provocados pelas tochas utilizadas para manter os balões no ar. As chamas podem atingir áreas de vegetação, imóveis residenciais, instalações industriais e até estruturas do próprio aeroporto.
Imagens registradas por moradores da região, passageiros e trabalhadores de Viracopos mostram balões sobrevoando áreas próximas às rotas utilizadas por aviões.
Em algumas situações, os artefatos chegaram a cair dentro do sítio aeroportuário, exigindo a mobilização imediata de equipes especializadas para a remoção dos materiais e o combate a focos de incêndio.
Além do risco direto à segurança, os balões também podem causar impactos na operação do aeroporto. Dependendo da localização e da trajetória dos artefatos, pode ser necessário alterar procedimentos de pouso e decolagem, modificar rotas de aeronaves e até interromper temporariamente atividades em determinadas áreas para garantir a segurança dos voos.
Diante da recorrência dos casos, a concessionária lançou na última sexta-feira (29) a edição anual da campanha “Guardiões de Viracopos”. A iniciativa tem como objetivo conscientizar a população sobre os perigos associados à soltura de balões, prática considerada crime ambiental pela legislação brasileira.
A ação educativa busca alertar principalmente pessoas que ainda participam da fabricação e soltura desses artefatos, destacando os riscos de acidentes graves no espaço aéreo e os prejuízos que podem ser causados à população.
