Campinas e região fecharam maio com mais exportações e menos importações. O resultado reduziu o déficit comercial, segundo o Ciesp. As empresas da regional do Ciesp Campinas exportaram 322 milhões de dólares em maio de 2026. Isso é 14% a mais do que no mesmo mês do ano passado.
As importações somaram 1,145 bilhão de dólares, uma queda de 3% em relação a 2025. Mesmo com essa redução, a região ainda compra mais do que vende. Essa diferença é chamada de déficit comercial. Em outras palavras: o déficit aparece quando o valor das importações é maior que o das exportações.
Em maio, esse saldo negativo foi de 822 milhões de dólares, quase 9% menor que no ano anterior, como explicou o Diretor do Departamento de Comércio Exterior do CIESP Campinas, Anselmo Riso.
“O comércio exterior da regional Campinas iniciou maio de 2026 com quase 1,5 bilhão de dólares em exportações acumuladas, um crescimento de 3,75% em relação ao mesmo período de 2025. Já nas importações, somamos 5,4 bilhões, o que resultou em um déficit comercial de quase 4 bilhões de dólares, uma redução de 2,23% em relação ao ano anterior. A nossa corrente de comércio atingiu 6,9 bilhões, um avanço marginal de 0,25%, demonstrando estabilidade no fluxo total de comércio exterior.”
Campinas lidera as exportações, com 129 milhões de dólares, seguida por Paulínia e Sumaré. Já nas importações, Paulínia domina, com 465 milhões de dólares, o equivalente a 41% do total regional.
Os principais produtos exportados foram máquinas e equipamentos industriais, combustíveis e derivados de petróleo e medicamentos. Esses três setores juntos representam mais de um terço das vendas externas. Também aparecem com força borracha, papel e celulose, plásticos e químicos diversos.
“Na exportação, os destaques são máquinas e equipamentos mecânicos, produtos farmacêuticos e borrachas, reforçando o perfil industrial e tecnológico da região. Já nas importações, lideram os produtos químicos orgânicos, máquinas elétricas e equipamentos mecânicos, mostrando a dependência da região de insumos industriais. Os principais destinos das exportações continuam sendo Estados Unidos, Argentina e México, enquanto a China lidera as importações.”
Nos destinos, os Estados Unidos lideram as compras da região, seguidos por Argentina e Portugal. Do lado das importações, a China aparece em primeiro lugar, seguida por Estados Unidos e Coreia do Sul.
No acumulado de 2026, as exportações já somam 1,47 bilhão de dólares, enquanto as importações chegam a 5,41 bilhões. O déficit acumulado é de quase 4 bilhões de dólares, mas também menor que no mesmo período do ano passado.
