Campinas registrou a apreensão de 976 animais silvestres entre janeiro de 2023 e abril de 2026, segundo dados da Polícia Militar Ambiental. O número é o maior da região e acende o alerta para a prática do tráfico e da criação ilegal de animais silvestres.
Entre as espécies mais apreendidas no município, o destaque é o trinca-ferro, com 172 registros no período. Em seguida aparecem o galo-cinzento-indiano, com 103 apreensões, o coleirinho (102) e o gato-da-areia (70).
De acordo com a Polícia Ambiental, a maior parte dos animais apreendidos é formada por espécies de canto, procuradas por traficantes e compradores devido ao alto valor comercial. Muitos desses animais são encontrados em condições inadequadas e, após o resgate, precisam passar por tratamento e recuperação.
Outros municípios da região também registraram números expressivos de apreensões. Em Indaiatuba, foram 254 animais recolhidos no período analisado, com o azulão liderando a lista, somando 53 registros. Já em Sumaré, houve 183 apreensões, sendo o canário-da-terra a espécie mais encontrada, com 36 ocorrências.
Um dos casos mais recentes foi registrado na segunda-feira (22), em Hortolândia. Durante uma fiscalização no Jardim Amanda, equipes da Polícia Ambiental resgataram nove aves mantidas irregularmente em cativeiro. O responsável pelo local recebeu uma multa de R$ 30,5 mil por maus-tratos e manutenção ilegal de animais silvestres.
A Polícia Ambiental reforça que manter, comprar, vender ou transportar animais silvestres sem autorização é crime. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 190, pelo Disque-Denúncia 181 ou pelos canais oficiais ambientais do Governo do Estado de São Paulo.
Após as apreensões, as aves são encaminhadas para a Associação Mata Ciliar, em Jundiaí, onde passam por quarentena, exames veterinários e processo de reabilitação.
