Motoristas com veículos emplacados em Campinas somam quase R$ 214 milhões em dívidas de IPVA, o imposto sobre a propriedade de veículos. A inadimplência na cidade chega a 15,6%. Os dados obtidos pela EPTV são referentes ao mês de maio passado.
Entre as cinco maiores cidades da região, Hortolândia tem o maior índice: quase 25% dos proprietários estão com o imposto atrasado.
Em seguida aparecem Sumaré, com cerca de 21%, Indaiatuba com 16,5% e Americana com quase 16%.
O prazo para pagamento do IPVA 2026 terminou no mês passado, mas esse balanço inclui dívidas de anos anteriores.
Quem não paga o imposto em dia precisa ficar atento: a multa é de 0,33% por dia de atraso, além de juros baseados na taxa Selic. Depois de 60 dias, a multa chega a 20% do valor total.
Se a dívida continuar em aberto, o débito pode ir para a Dívida Ativa do Estado, e o nome do proprietário pode ser incluído no Cadin. Isso impede o acesso a benefícios, como créditos da Nota Fiscal Paulista, e o valor pode ser cobrado judicialmente.
O IPVA é obrigatório para veículos com menos de 20 anos de uso e corresponde a 4% do valor do carro.
Especialistas alertam que a falta de organização financeira e a baixa renda contribuem para o aumento da inadimplência. Para quem depende do veículo para trabalhar, a recomendação é buscar alternativas para manter o pagamento em dia.
Para regularizar a situação, basta informar o número do Renavam em bancos autorizados, lotéricas ou pagar via Pix. O sistema calcula automaticamente o valor atualizado da dívida.
Vale lembrar que o dinheiro do IPVA é dividido entre Estado e municípios, com 40% para cada um, e outros 20% destinados à educação básica.
