O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, visitou Campinas nesta segunda-feira (1º). Ele ministrou a aula inaugural da “Escola de Justiça de Campinas” (EJ), realizada no Campus I da PUC-Campinas.
O espaço permanente busca garantir o aperfeiçoamento dos profissionais do Direito na Administração Pública, além da troca de experiências entre formadores, o poder público e a sociedade civil.
André Mendonça não atendeu a imprensa. Em sua palestra, o magistrado falou sobre o perfil das instituições e das instâncias de poder, e como elas podem recuperar a credibilidade e preservar a democracia.
“Quando o povo e a sociedade que confia nas suas instituições, nos seus agentes, perde a confiança – e nós estamos a ponto disso – o povo deixa de acreditar nele mesmo enquanto sociedade. E o problema da ação coletiva é quando o povo diz: ‘Não vale mais a pena ser honesto, cumprir as leis, pagar meus tributos, tentar fazer o certo se o que prevalece é o que faz errado’. Aí nós caímos numa crise profunda de sociedade. Quando sou usuário do serviço público, sou o principal. Em outra medida, eu sou o agente, enquanto magistrado”, declarou.
Durante sua fala, Mendonça também comentou sobre o dever de a Justiça ser racional e humanamente justa, próxima dos problemas do povo.
“Nós não podemos ser juízes distantes, etéreos, longe daquilo que acontece no meio da sociedade. Eu sempre digo o seguinte: se eu estivesse no lugar dessa pessoa, eu teria condições de atender a essa determinação?”, indagou.
A Escola de Justiça de Campinas tem foco em advogados, magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos, delegados de polícia, notários, registradores, auditores fiscais, profissionais das carreiras jurídicas dos setores público e privado, estudantes de Direito e demais interessados.
