O Ministério Público do Estado (MP-SP) instaurou um inquérito civil para apurar a legalidade do reajuste nas tarifas do transporte público de Campinas. Desde 1º de janeiro de 2026, o vale-transporte e a compra avulsa passaram a valer R$ 6,50, enquanto o Bilhete Único Comum custa R$ 6.
O aumento em relação ao ano passado foi de R$ 0,30. Ou seja, os valores subiram de 4,83% a 5,26%, dependendo do tipo da passagem. Esses percentuais são maiores que a inflação acumulada em 2025, que foi de 4,26%. Na época do reajuste, Campinas passou a ter valores mais altos que 24 capitais.
O MP pediu à Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) planilhas e dados contábeis que justificariam o reajuste. Após receber os documentos, o Centro de Apoio Operacional à Execução (CAEx), órgão interno do MP, fez uma análise e encontrou erros na somatória de valores.
Além disso, as informações fornecidas eram insuficientes para concluir a legalidade do aumento.
Em nota, a Prefeitura de Campinas explicou que o reajuste aplicado às tarifas considera o índice médio de recomposição de 4,24%, próximo da taxa acumulada da inflação do período.
Ainda segundo a administração municipal, a Emdec e a Secretaria Municipal de Transportes (Setransp) seguirão fornecendo toda a documentação solicitada pelo MP, a partir dos estudos de composição de tarifa.
As apurações do MP começaram a partir de denúncias sobre o aumento, que supostamente estaria em desacordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado no ano passado.
