Uma das pessoas presas na nova fase da investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi identificada como Evelyne dos Santos Gonçalves, de 29 anos.
Segundo a delegada que investiga o caso, Andréa Levy, Evelyne era responsável pelo Entre Cordas, grupo informal que organizava os saltos na Ponte do Esqueleto, em Limeira. Ela foi presa no sábado, no Rio de Janeiro.
Outras duas pessoas também foram detidas na mesma operação: um homem de 25 anos, em Limeira, e outro de 27, em Indaiatuba. As prisões são temporárias e têm duração de cinco dias.
A Justiça também autorizou buscas e apreensões. Celulares, computadores e outros equipamentos foram recolhidos e vão passar por análise.
De acordo com a Polícia Civil, a expectativa é que o inquérito seja concluído nesta segunda-feira (22). Ao todo, 21 pessoas já foram ouvidas sobre o caso.
A investigação aponta que integrantes do grupo podem ter tentado esconder provas. O principal foco é o desaparecimento da câmera usada no salto, considerada essencial para entender o que aconteceu.
A defesa de Evelyne informou que ela colabora com a investigação desde o início e disse que confia que a inocência será comprovada ao final do inquérito.
A Polícia Civil também tenta localizar a câmera e verificar possíveis conteúdos apagados após o acidente.
Maria Eduarda chegou a ser socorrida, mas não resistiu à queda de cerca de 40 metros. De acordo com os laudos, a causa da morte foi uma hemorragia interna grave, associada a traumatismo cranioencefálico e trauma no tórax.
A família divulgou uma nota em que disse que a morte da jovem deixa uma ausência profunda e agradeceu pelas mensagens de apoio e solidariedade.
Mesmo com as medidas adotadas após o acidente, o acesso à Ponte do Esqueleto ainda preocupa. A cerca de arame farpado instalada para tentar impedir a entrada de pessoas na ponte foi rompida no fim de semana. O governo federal ainda estuda com as prefeituras o que fazer com a estrutura, que pode ser demolida.
