O inquérito que investiga a morte de Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, após ser jogada da Ponte do Esqueleto, em Limeira, aponta indícios de destruição de provas digitais.
A investigação cita a atuação de Evelyne dos Santos Gonçalves, de 29 anos, apontada como responsável pela organização do evento. Segundo a polícia, ela teria excluído uma conta em rede social depois do acidente.
Evelyne foi ouvida pela Polícia Civil nesta terça-feira, mas os detalhes desse depoimento ainda não foram divulgados.
Ainda conforme a Polícia, um dos investigados, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, teria retirado a câmera que estava com a jovem logo após o impacto, na base da ponte. Para a investigação e o Ministério Público, a câmera era uma peça central para esclarecer o caso.
No depoimento, João negou. Ele afirmou que desceu até a vítima apenas para verificar os batimentos cardíacos e prestar atendimento.
Outro nome citado é o de Gabriel Barros Martins. De acordo com o relatório, ele estaria envolvido na execução da atividade e deixou o local após a queda. A defesa preferiu não se manifestar.
Esse segundo inquérito tem foco em outras cinco pessoas ligadas à organização do evento e tem prazo de 30 dias para ser concluído.
Lembrando que um primeiro inquérito, que trata dos três homens presos no dia do acidente: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, já foi entregue à Justiça. Eles respondem por homicídio com dolo eventual, quando se entende que houve risco assumido.
A investigação reforça que a jovem foi lançada sem a corda básica do salto e que não houve checagem final do equipamento antes do salto.
