A Polícia Civil identificou o homem suspeito de estar utilizando uma linha com cerol que provocou a morte do jovem Patrick Santos, de 18 anos, em Campinas. A identificação foi possível após a análise de imagens de câmeras de monitoramento e a coleta de depoimentos de testemunhas que presenciaram o caso.
O suspeito compareceu à delegacia na última segunda-feira para prestar esclarecimentos. Após ser ouvido pelos investigadores, ele foi liberado. Conforme informações da polícia, o homem confirmou que soltava pipa e utilizava linha com cerol no momento em que ocorreu o acidente.
A ocorrência foi registrada no dia 24 de maio, na Rua Canárias, no Jardim Santo Antônio. Patrick trabalhava como entregador e trafegava de motocicleta quando foi atingido no pescoço pela linha cortante. O ferimento causou a morte da vítima ainda no local.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas por volta das 17h, mas, ao chegarem ao endereço, apenas puderam constatar o óbito. Segundo a Prefeitura de Campinas, o jovem sofreu um grave corte na região do pescoço.
De acordo com o boletim de ocorrência, moradores informaram que a linha estava presa a um poste e acabou atingindo o motociclista no momento em que ele passava pela via.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do acidente e a eventual responsabilidade criminal do suspeito.
Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que realiza campanhas permanentes de conscientização para alertar sobre os riscos do uso de cerol e promover ações educativas voltadas à prevenção de acidentes.
A utilização de cerol é proibida pela legislação brasileira, assim como sua fabricação e comercialização. Quando o uso do material resulta em ferimentos ou morte, os envolvidos podem responder por crimes como lesão corporal ou homicídio. Nos casos em que o responsável é menor de idade, os pais ou responsáveis legais também podem ser responsabilizados nas esferas civil e criminal.
A legislação municipal de Campinas também veta a produção, o armazenamento, a venda e a utilização de linhas com cerol. As penalidades incluem multas que podem ultrapassar R$ 4 mil, além da interdição de estabelecimentos flagrados comercializando o produto.
