Em meio à greve e às reivindicações do movimento estudantil, a Unicamp confirmou a ocupação do prédio da Diretoria Geral da Administração (DGA), realizada por estudantes na noite de segunda-feira (8).
No comunicado, a Reitoria lamentou a ação e destacou que manifestações não devem impedir o direito de ir e vir nem comprometer o acesso de servidores às suas atividades profissionais.
A universidade também alertou para os impactos diretos da ocupação. Segundo a Reitoria, a interrupção das atividades na DGA prejudica o funcionamento de serviços essenciais, como o abastecimento da área da saúde, a liberação de salários, bolsas e auxílios estudantis, além do processamento de pagamentos, compras e contratos administrativos.
Outros setores também podem ser afetados, incluindo o funcionamento dos restaurantes universitários e a importação de insumos destinados à pesquisa científica.
A administração da Unicamp ressaltou ainda que esse tipo de ação penaliza toda a comunidade acadêmica e compromete o funcionamento geral da instituição.
Procurada, a universidade foi questionada sobre possíveis medidas diante da ocupação, mas nenhuma medida objetiva foi informada. A Unicamp diz que permanece aberta ao diálogo com os estudantes.
Na nota oficial, a Reitoria reforçou que mantém canais permanentes de negociação com estudantes, docentes e servidores técnico-administrativos, e defendeu que o diálogo e a negociação coletiva são os únicos caminhos legítimos para a construção de soluções dentro da universidade.
No começo do mês, a reitoria apresentou uma proposta com medidas voltadas à permanência estudantil, saúde mental, moradia, acessibilidade e participação institucional. Apesar disso, os estudantes decidiram manter a mobilização, que evoluiu para a ocupação do prédio administrativo.
