As cidades da região registraram queda significativa nos casos de dengue neste ano. Mesmo com a redução, o alerta continua por causa da chuva fora de época neste inverno.
Em Campinas, entre a primeira e a vigésima segunda semana epidemiológica, de janeiro até o fim de maio, foram pouco mais de 3 mil casos registrados. No mesmo período do ano passado, foram quase 40 mil, segundo o painel do governo do estado.
A redução já era esperada pelas autoridades de saúde. Ainda assim, o volume de chuva durante um período que costuma ser mais seco mantém o poder público e a população em atenção.
Outro ponto que chama atenção é o perfil dos casos. Cerca de 40% dos registros estão concentrados na faixa de 20 a 34 anos. É um público mais exposto no dia a dia, principalmente fora de casa, o que ajuda a explicar os números. Esse padrão também aparece em outros municípios.
Além da prevenção, com a eliminação de água parada, a vacinação também faz parte do cenário. O imunizante está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, mas a área da saúde avalia que esse fator não explica, sozinho, a queda nos casos.
Mesmo com o recuo da doença, cidades da região já se antecipam para evitar um novo surto.
Em Indaiatuba, a prefeitura decidiu iniciar antes do previsto as ações de prevenção para a próxima temporada, que costuma ter maior circulação do mosquito entre outubro e abril.
A decisão leva em conta a previsão de temperaturas mais altas e mais chuva nos próximos meses, condições que favorecem a proliferação do mosquito transmissor.
As medidas incluem visitas casa a casa, eliminação de criadouros e campanhas de conscientização. O município também aposta em tecnologia, com uso de drones para identificar focos em locais de difícil acesso, armadilhas para monitoramento e análise de vírus em mosquitos capturados.
Outro eixo é o monitoramento do clima, com novos equipamentos que ajudam a identificar áreas de maior risco em tempo real.
Indaiatuba tem 211 casos confirmados neste ano, segundo o painel do estado. No mesmo período epidemiológico do ano passado, foram cerca de 17 mil registros.
