A reitoria da Unicamp apresentou uma lista de compromissos ao movimento estudantil após uma negociação realizada na última terça-feira (2), em meio à greve geral na universidade. O documento foi divulgado 25 dias depois do início das paralisações nos cursos do campus de Campinas.
A greve começou de forma escalonada. O campus de Limeira parou em 5 de maio, e os cursos de Campinas passaram a aderir a partir do dia 8. Já no dia 18, foi aprovada a greve geral.
De acordo com o Diretório Central dos Estudantes, praticamente todos os cursos aderiram ao movimento, com exceção da Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Nesta quarta-feira, dois cursos deixaram a greve, mas não tiveram os nomes informados.
Em nota, o DCE afirmou que recebeu a proposta da universidade, mas demonstrou preocupação com a falta de definição sobre como as medidas serão colocadas em prática. Uma nova assembleia foi marcada para segunda-feira, dia 8, para avaliar os próximos passos.
Entre os compromissos apresentados pela Unicamp estão investimentos em moradia estudantil nos campi de Campinas e Limeira, melhorias no transporte entre unidades, ampliação de espaços de convivência e reforço no atendimento psicossocial aos estudantes.
A universidade também propôs criar grupos de trabalho para discutir programas acadêmicos e políticas de permanência estudantil.
Já o movimento estudantil afirma que a greve busca garantir melhores condições para morar, estudar e trabalhar. Entre as principais reivindicações estão bolsas de permanência, melhorias no transporte, acesso à saúde mental, combate à violência sexual e mais espaço para entidades estudantis.
Segundo o DCE, a paralisação só deve terminar após uma resposta direta da universidade às principais demandas.
A greve foi motivada pela falta de avanços nas negociações durante uma reunião do Conselho de Universidades Estaduais Paulistas, realizada no dia 4 de maio.
O grupo reúne reitores da USP, Unicamp e Unesp, além de representantes do governo estadual.
