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Vereadores defendem rapidez e equilíbrio na CP do Caso Vini

Repercussão ocorreu horas depois da operação da Polícia Civil e do Ministério Público
VINI
Foto: Reprodução/TV Câmara Campinas e Kevin Kamada/CBN Campinas

Durante a sessão desta quarta-feira (3), os vereadores de Campinas repercutiram a operação da Polícia Civil e do Ministério Público que apura o recebimento de vantagens indevidas de Vinícius de Oliveira (Cidadania).

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A vereadora Mariana Conti (PSOL), cobrou que a Comissão Processante comece os seus trabalhos antes mesmo da notificação do parlamentar. Ela vê risco de perda de provas materiais do caso.

“Quero dizer, na condição de denunciante, que eu acionei e encaminhei para o presidente da CP, o vereador Paulo Haddad, para que, independentemente da notificação, que de imediato a Comissão faça a requisição do vídeo na íntegra, sob pena de uma prova tão importante possa ser perdida, danificada. O vídeo é uma prova importante”, argumentou.

O vereador Luiz Henrique Cirilo (Podemos) defendeu a Câmara, e afirmou que ela vai exercer suas funções dentro das condições e mecanismos estruturais disponíveis.

“Nós não temos escuta telefônica. Nós não temos nenhum tipo de prerrogativa de diligências, a não ser essas consagradas de mandar uma intimação, ouvir uma pessoa. Fora isso, nós não temos o aparelhamento que o Estado tem para as investigações. Por isso, nós vamos nos ater às provas documentais, às provas testemunhais. Mas, principalmente, nós vamos ter que ter independência para votar. Se o caso concreto, depois de investigado, apontar a participação do vereador de forma inequívoca, que ele desrespeitou, transgrediu a sua função parlamentar, não vai restar outra sorte a este vereador. Porém se o inverso também ocorrer, ele deve continuar, porque ele foi eleito através do voto popular”, comentou.

Segundo o Ministério Público, a investigação apura suspeita de corrupção ativa e passiva na visita de Vini Oliveira à empresa Smile Turismo, de Paulínia. Ela integra o Consórcio Grande Campinas, vencedor do Lote Norte da licitação do transporte coletivo. Imagens mostram o parlamentar saindo do local, em 1º de abril, com envelopes guardados em uma caixa preta, na companhia de um assessor.

Também nesta quarta, a reportagem da CBN esteve no Ministério Público em Campinas para conversar com a equipe do GAECO, para onde o dinheiro apreendido nesta quarta foi levado. Eles afirmaram que não vão comentar, oficialmente, nenhum detalhe do caso e que isso só será feito por meio dos canais oficiais do MP.

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Os celulares, notebooks e outras mídias apreendidas seguem na Polícia Civil, e devem ser apuradas pelo NECCOLD (Núcleo Especializado de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro).

“Sem previsão de alta”

Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira (3), a assessoria do vereador Vini Oliveira informou que ele continua internado, sob acompanhamento médico, sem previsão de alta neste momento.

Sobre a operação, declarou que aguarda o desenrolar dos fatos e o avanço das investigações para que os esclarecimentos sejam dados de forma transparente e responsável.

Disse também que o vereador já havia formalizado denúncia ao Ministério Público em 6 de abril, o que reforça compromisso com a legalidade, a transparência e a correta apuração dos fatos.

Nós tentamos contato nesta quinta-feira (4) para saber qual o quadro clínico do vereador, mas não conseguimos retorno.

Smile se pronuncia

A Smile Transportes e Turismo Ltda. divulgou nota, em que afirmou estar prestando todos os esclarecimentos e informações às autoridades. A empresa reafirmou a plena confiança na Justiça.

Emdec comenta

Em nota enviada à CBN Campinas, a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) pontua que a empresa Smile não opera o transporte público de Campinas.

A autarquia ressalta que o foco da investigação não é o processo de licitação. Porém, como é uma das empresas que compõe um dos consórcios vencedores da licitação, a Emdec acompanha a investigação e tem interesse no esclarecimento dos fatos.

Câmara acompanha a investigação

Também por meio de nota, a Câmara Municipal relembrou a existência de uma Comissão Processante sobre o caso, e pontuou que está à disposição para colaborar com a investigação do Ministério Público.

O vereador Paulo Haddad (PSD), presidente da Comissão Processante, diz que a operação é importante e reforça a seriedade dos fatos que levaram à abertura dos trabalhos. Declarou acompanhar com aatenção e reitera que seguirá seu trabalho com rigor e transparência.

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