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Acidente com criança três meses antes já havia exposto falhas em saltos na Ponte do Esqueleto

Segundo a investigação, a criança ficou gravemente ferida depois de uma falha no sistema de freio da corda durante um salto
Ponte do Esqueleto
Foto: Reprodução/TV Globo

Um acidente com um menino de nove anos, três meses antes da morte de Maria Eduarda de Freitas, já havia exposto falhas graves de segurança nos saltos promovidos pelo grupo Entre Cordas na Ponte do Esqueleto, em Limeira. A conclusão faz parte do inquérito da Polícia Civil, encerrado nesta semana.

Segundo a investigação, a criança ficou gravemente ferida depois de uma falha no sistema de freio da corda durante um salto. Em depoimento, o pai contou que o menino caiu no chão e disse que havia sido solto antes da hora. Para a polícia, o episódio mostrou que a equipe já conhecia vulnerabilidades nos procedimentos de segurança, mas, mesmo assim, manteve a atividade em funcionamento.

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Três meses depois, no mesmo local, a estudante Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, morreu ao ser lançada da ponte sem a corda de segurança presa ao corpo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

O inquérito aponta desorganização operacional, falta de definição das funções da equipe, ausência de isolamento da área e um número elevado de saltos em sequência, fatores que aumentavam o risco de falhas humanas.

Quatro pessoas foram indiciadas por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. Entre elas está Evelyne dos Santos, apontada pela polícia como responsável pela operação. Ela também foi indiciada por fraude processual, por suspeita de tentar ocultar imagens do acidente. A investigação aponta ainda que uma câmera que estava com Maria Eduarda desapareceu logo após a queda e nunca foi localizada.

O advogado de Evelyne dos Santos declarou que discorda do indiciamento e que as teses da defesa serão apresentadas no momento oportuno do processo.

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A defesa de Vitor Freitas contesta a tipificação do crime como dolo eventual. Os advogados de Maicon Cintra e Luis Felipe Egoroff sustentam a posição de que o ocorrido trata-se de um crime culposo, quando não há a intenção de matar.

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