Os painéis de autoatendimento em mercados e outros estabelecimentos têm mudado a cara do comércio. Dados do Ministério do Trabalho já apontam uma queda no número de empregos de operadores de caixas no estado de São Paulo.
Uma rede de sorveterias tem dez lojas no interior paulista. A unidade que fica no Centro de Campinas recebeu uma tela de autoatendimento há um ano e meio.
Pedidos e pagamentos são feitos pelos clientes direto no computador. Em vez de arcar com salários e encargos de um operador de caixa, a empresa pagou R$ 14 mil pela máquina e tem um custo de R$ 1,2 mil mensais para usar a plataforma digital de pedidos. De acordo com o gerente Vinicius Pinto, a mudança melhorou o atendimento à clientela.
Segundo o Ministério do Trabalho, o saldo de abertura de vagas de emprego para operador de caixa no estado de São Paulo. caiu de 5,1 mil e em 2024 para 4,5 mil no ano passado. Redução de 10,5%.
Nos cinco primeiros meses deste ano, os desligamentos superaram as contratações. O saldo foi negativo em quase 1.900 vagas.
Para o sindicato das empresas de varejo, os números refletem uma tendência dos últimos anos, segundo Jaime Vasconcellos, economista do Sindivarejista.
Já o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio avalia que a função de operador de caixa segue com espaço no mercado de trabalho, mas sofre com a alta rotatividade de empregados no setor, de acordo com o diretor institucional do Sindicato dos Comerciários, Renato Bertani.
Segundo dados oficiais do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (CAGED), em Campinas, a média salarial para o cargo de Operador de Caixa varia entre R$ 1.823, na jornada de 36h, e R$ 2.111, em jornada de 43h a 44h semanais. O piso salarial da categoria na cidade gira em torno de R$ 2.134,70.
