A bactéria Wolbachia vai passar a integrar as estratégias de combate às arboviroses em Campinas. O anúncio foi feito pela Prefeitura nesta terça-feira (7), durante a assinatura do termo de adesão ao programa.
Em agosto, representantes do Ministério da Saúde e especialistas no método devem visitar a cidade para dar início às tratativas da implantação.
A Wolbachia é uma bactéria encontrada naturalmente no meio ambiente e presente em mais da metade das espécies de insetos. No projeto, ela é introduzida no mosquito Aedes aegypti. Com isso, o inseto perde a capacidade de transmitir os vírus da dengue, da zika e da chikungunya, já que a bactéria impede a multiplicação desses vírus no organismo do mosquito.
Campinas é uma das seis cidades paulistas escolhidas para receber a tecnologia. Também fazem parte da lista Araraquara, São Carlos, Ribeirão Preto, São José dos Campos e São José do Rio Preto. Outros seis estados também vão adotar o método.
A primeira soltura dos mosquitos com Wolbachia está prevista para maio do ano que vem e os bairros ainda serão definidos.
A expectativa é reduzir entre 60% e 80% os casos de dengue, zika e chikungunya, dependendo das condições ambientais. Segundo o prefeito Dário Saadi, os resultados devem aparecer de forma gradual, com impacto mais significativo a partir de 2028.
De acordo com a Prefeitura, o investimento total no projeto deve ficar entre R$ 20 milhões e R$ 22 milhões. Desse valor, R$7 milhões serão repassados pelo Ministério da Saúde, e o restante será custeado pelo orçamento do município.
