Uma casa de repouso para idosos foi interditada totalmente pela Prefeitura de Mogi Guaçu, nesta quinta-feira. O local foi alvo de denúncias de maus-tratos, negligência e irregularidades. O caso ganhou repercussão depois da morte de um idoso de 95 anos.
Segundo a família, o idoso ficou cerca de 30 dias na instituição. Ele foi retirado pelos parentes e levado ao hospital, onde morreu no dia 30 de junho. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar possível maus-tratos.
O estabelecimento também é alvo de uma ação do Ministério Público, que pediu o fechamento da unidade. A promotoria investiga denúncias de violência, alimentação inadequada, falta de funcionários e ausência de acompanhamento médico.
A Prefeitura informou que a clínica já havia sido interditada parcialmente em janeiro de 2025. Na época, o local foi autuado por funcionar sem licença sanitária e sem laudo técnico exigido. A unidade ficou proibida de receber novos moradores, mas, segundo a administração, não regularizou a situação.
Vistorias feitas ao longo de 2025 mantiveram a interdição parcial. Em uma nova inspeção, nesta semana, fiscais constataram o descumprimento das determinações. Diante disso, a Vigilância Sanitária determinou a interdição total.
Os responsáveis têm prazo de três dias para transferir os idosos e até dez dias para apresentar defesa. A prefeitura abriu sindicância para apurar responsabilidades. A assistência social informou que vai dar apoio aos idosos que não tiverem familiares.
A defesa da clínica negou irregularidades. Disse que o idoso deixou o local em boas condições de saúde e afirmou que não há relação entre a morte e o atendimento prestado. Também informou que o espaço passa por reformas para se adequar às exigências legais.
