A inflação de junho foi a menor para o mês em três anos. Os alimentos ajudaram a segurar os preços. Mas um deles, em especial, subiu e muito: o feijão-carioca, o mais consumido aqui no estado de São Paulo.
O dono de restaurante, Jefferson Franco Bueno Alves. já notou a grande diferença nos preços dos últimos tempos para cá. Como a clientela dele consome, em média, 30 kg por dia só no almoço, ele tem procurado promoções e oferecido também uma outra opção.
Trocar o tipo de feijão é uma estratégia do restaurante para não ter que subir o preço. O feijão-carioca teve uma alta de quase 10% no último levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Esalq/USP (Cepea), na comparação de um mês para o outro. Mas, no acumulado deste ano, de janeiro para cá, ele está cerca de 50% mais caro.
O economista Caio Katayama explica por que o preço do alimento subiu, que não tem expectativa de que continue aumentando. Mas, por outro lado, também não há previsão de quedas significativas.
Em um supermercado de Campinas, o feijão-carioca é vendido, dependendo da marca, por R$ 9,90, R$ 10,90 e R$ 11,90 o quilo.
