João Antônio Pivetta, que prestava serviços para o grupo Entre Cordas e chegou a ser preso durante as investigações da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, falou pela primeira vez após ser solto. Em entrevista à EPTV, ele disse que tenta retomar a vida depois de semanas na prisão.
Ele afirmou que não viu a queda da jovem de 21 anos durante o salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira. De acordo com o relato, naquele momento ele ajudava outra pessoa na atividade. Quando percebeu que Maria Eduarda estava no chão, verificou os sinais vitais e acionou o socorro. João disse ainda que só deixou o local depois da chegada do resgate.
A prisão ocorreu no dia 20 de junho, uma semana após o acidente. No início das investigações, a polícia suspeitava que ele tivesse desaparecido com a câmera 360 graus usada pela vítima. Mas a conclusão do inquérito descartou essa hipótese. A delegada responsável pelo caso entendeu que as características físicas de João não eram compatíveis com as descrições feitas por testemunhas.
A defesa afirma que a prisão foi ilegal e não respeitou o princípio da presunção de inocência.
Além de João, Gabriel Barros Martins também foi solto. A investigação concluiu que ele não participou da decisão que levou ao salto de Maria Eduarda.
Outras quatro pessoas continuam presas. Elas foram denunciadas pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual e fraude processual. Os denunciados são a responsável pelo grupo Entre Cordas, Evelyne dos Santos, e os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves.
Após deixar a prisão, João foi para a casa de um tio que ajudou a criá-lo. Pai de duas crianças, de 8 e 12 anos, ele diz que quer reencontrar os filhos e reconstruir a rotina. Também pretende voltar a trabalhar.
Os advogados informaram que vão processar o Estado pelos prejuízos causados durante o período em que ele ficou preso. Na entrevista, João também lamentou a morte de Maria Eduarda e prestou solidariedade à família da jovem.
