O Tribunal do Júri de Campinas condenou, nesta quarta-feira (1º), Kaique Araujo Barboza a 22 anos de prisão pelo assassinato do historiador Gilberto Pereira Schneiker. O julgamento aconteceu na Cidade Judiciária e terminou por volta das 15h30.
Os jurados reconheceram os crimes de homicídio qualificado por meio cruel e por dificultar a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. A defesa informou que vai recorrer da decisão por considerar a pena excessiva.
O crime aconteceu em setembro de 2023. Gilberto Pereira Schneiker, de 31 anos, formado em História pela Unicamp, foi encontrado morto em uma área de mata na Vila Mingone, próximo à Marginal Capivari, em Campinas. O corpo apresentava graves ferimentos na cabeça e várias lesões pelo corpo.
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou e prendeu Kaique Araujo Barboza. Segundo os investigadores, ele confessou o crime em depoimento e relatou detalhes da execução.
A apuração apontou que vítima e suspeito estiveram juntos em um bar na Avenida das Amoreiras poucas horas antes do homicídio. Imagens analisadas pela polícia mostraram os dois deixando o local juntos durante a madrugada.
Na época, familiares e amigos defenderam que o caso fosse investigado como possível crime de homofobia. A Polícia Civil informou que não descartava essa hipótese, mas também apurava a possibilidade de um desentendimento entre os dois.
Kaique permaneceu preso durante o processo e agora foi condenado em primeira instância. A sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso da defesa.
