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Operação contra fraude de ICMS cumpre 10 mandados em Campinas

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP) realizou nesta quarta-feira (15) uma operação contra a venda de créditos falsos de ICMS. Em Campinas, os agentes cumpriram 10 mandados de

Operação contra fraude de ICMS cumpre 10 mandados em Campinas
Foto: Divulgação/Secretaria da Fazenda de SP

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP) realizou nesta quarta-feira (15) uma operação contra a venda de créditos falsos de ICMS. Em Campinas, os agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo e escritórios de advocacia.

Ninguém foi preso, e uma pessoa que era investigada na metrópole foi localizada em Botucatu, onde teve o celular apreendido. Segundo informações apuradas pela EPTV, na cidade também foram recolhidos documentos e outros eletrônicos.

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A ação é da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado em conjunto como Ministério Público e a Procuradoria Geral do Estado, com apoio das Polícias Civil e Militar. Também foram cumpridos mandados em outras cidades de São Paulo e no Paraná.

Entre os núcleos investigados está um grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians, cujo escritório é alvo de buscas. Anne Wilians, esposa de Nelson, advogada e sócia dele, também está entre os alvos. Em Londrina (PR), a advogada Mayra de Paula, que segundo a investigação é “sócia” de Wilians nas fraudes, também é investigada.

A defesa Nelson Wilians e o escritório citado ainda não retornou ao contato da reportagem. Também procuramos contato com a defesa de Mayra de Paula.

A ação, chamada de Operação Distrato, não tem alvos com mandados de prisão, mas cumpre 38 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, nas cidades de São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, Londrina (PR) e Cambé (PR).

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De acordo com a investigação, a organização usava empresas de fachada, inativas ou sem estrutura operacional. Essas empresas emitiriam documentos fiscais para dar circulação artificial a créditos de ICMS, depois incorporados à escrituração fiscal de contribuintes.

Eles simulavam ter créditos tributários pra vender para as empresas, geralmente pequenas e médias. Mas, segundo a investigação, os créditos eram falsos e as empresas acabavam sendo multadas. Eles, então, simulavam telas para mostrar que as multas tinham sido quitadas, o que também era falso. Para dar credibilidade, o advogado chegava aos compromissos de helicóptero e carros importados.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é a principal fonte de receita dos governos estaduais. É um tributo estadual que incide sobre a venda de produtos, a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, e de comunicações.

Escritórios de advocacia, consultorias e intermediadoras participavam do esquema, segundo a investigação. Prospectavam clientes, montavam os contratos e elaboravam pareceres jurídicos para justificar a operação perante o Fisco.

Além do núcleo ligado ao Grupo Nelson Wilians, a apuração também mira agentes dos grupos Alpha e Dmc. Para justificar a origem dos créditos, os investigados alegavam, por exemplo, supostos direitos de massas falidas ou decisões judiciais antigas de desapropriação.

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