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Polícia pede liberdade de dois investigados após novo relatório sobre morte em salto em Limeira

A Polícia Civil pediu à Justiça nesta semana a revogação da prisão temporária de João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e de Gabriel Barros Martins. Eles eram investigados no caso

Polícia pede liberdade de dois investigados após novo relatório sobre morte em salto em Limeira
Foto: Reprodução

A Polícia Civil pediu à Justiça nesta semana a revogação da prisão temporária de João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e de Gabriel Barros Martins. Eles eram investigados no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira.

O pedido foi feito com base no relatório final do segundo inquérito, que trata da organização do evento e da possível ocultação de provas.

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Segundo a investigação, não há elementos suficientes que indiquem participação direta de João Antônio na retirada da câmera da vítima, como chegou a ser cogitado anteriormente. A nova linha aponta que uma pessoa ainda não identificada pode ter levado o equipamento logo após a queda.
João Antônio disse, em depoimento, que desceu apenas para verificar os sinais vitais da jovem e ajudar no atendimento.

A Polícia Civil também entendeu que não há provas contra Gabriel Barros Martins. O nome dele aparecia na investigação por participação na realização do evento, mas o relatório concluiu que não houve envolvimento direto na morte nem no desaparecimento da câmera.

Outros dois investigados neste segundo inquérito, Kauê Felipe Silva Silveira e Luís Gustavo de Oliveira, também não foram responsabilizados.

A câmera segue desaparecida e ainda é considerada uma das principais provas do caso.

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Por outro lado, a Polícia Civil decidiu indiciar Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como responsável pela organização do evento. Para os investigadores, houve falhas graves na estrutura, na divisão de tarefas e na checagem de segurança.

Ela foi indiciada por homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que houve risco assumido, e também por fraude processual, por suspeita de tentativa de interferir na produção de provas. A polícia pediu que a prisão de Evelyne seja mantida, agora em caráter preventivo.

O caso tem dois inquéritos. No primeiro, já concluído, foram presos os três homens que aparecem nas imagens empurrando Maria Eduarda da ponte: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves.

No segundo inquérito, que ainda estava em andamento, a Justiça decidiu manter a prisão de Evelyne e avaliar a situação dos outros investigados.

Ao todo, seis pessoas chegaram a ser presas ao longo da investigação. A reportagem aguarda posicionamento das defesas dos envolvidos.

A defesa de Evelyne Gonçalves informou que recebeu com respeito a conclusão do inquérito policial, mas discorda do indiciamento. Em nota, afirmou que apresentará as alegações nos momentos processuais adequados e declarou confiança de que os fatos serão esclarecidos ao longo da tramitação do caso, com observância do devido processo legal e do princípio da presunção de inocência. 

Também por meio de nota, a defesa de Gabriel Barros Martins afirmou que o inquérito policial é um instrumento democrático que visa esclarecer os fatos de forma imparcial, servindo tanto para identificar responsabilidades quanto para inocentar quem não tenha cometido irregularidades.  

Já o advogado de João Antônio da Silva disse que o cliente não foi indiciado por ausência de provas de autoria e materialidade do delito. Ainda de acordo com a defesa, relatório policial concluiu que não há qualquer envolvimento de João no desaparecimento da câmera investigada. Os advogados também lamentaram o que classificam como julgamento antecipado do investigado e o período em que ele permaneceu preso. 

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