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Roubo e furto contra motoristas de aplicativo crescem quase 48% em um ano em Campinas

Os casos de furto e roubo contra motoristas de aplicativo cresceram quase 48% em um ano, em Campinas. Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que foram 108

Roubo e furto contra motoristas de aplicativo crescem quase 48% em um ano em Campinas
Foto: Agência Brasil

Os casos de furto e roubo contra motoristas de aplicativo cresceram quase 48% em um ano, em Campinas. Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que foram 108 boletins de ocorrência registrados em 2025, contra 73 em 2024. Neste ano, até abril, já são 30 casos.

A violência tem mudado a rotina de quem trabalha nas ruas. Motorista de aplicativo há seis anos, Rogério de Jesus ainda convive com o trauma de um assalto sofrido durante uma corrida no ano passado.

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O carro foi recuperado, mas o prejuízo chegou a seis mil reais. Desde então, Rogério passou a evitar alguns bairros e concentra as corridas na região central.

Para o especialista em segurança pública Ruyryllo de Magalhães, a redução dos crimes depende da atuação conjunta das empresas de aplicativo, dos motoristas e das forças de segurança.

Enquanto medidas mais efetivas não são adotadas, o objetivo de quem trabalha atrás do volante continua sendo o mesmo: voltar para casa em segurança.

Respostas

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A Associação de Motoristas de Transporte de Aplicativo do Estado de São Paulo defende a instalação de câmeras nos veículos e o pagamento das corridas exclusivamente por cartão. A entidade afirma que já apresentou propostas às plataformas.

Sobre incidentes envolvendo motoristas parceiros, a Uber lamenta que cidadãos que desejam apenas trabalhar sejam vítimas da violência. Todas as viagens realizadas pelo aplicativo contam com cobertura de seguro, disponibilizado aos motoristas. A Uber reforça que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) disse, em nota, que não reconhece os dados apresentados pela reportagem, pois não foram informados critérios técnicos ou metodologia aplicada no levantamento.

Além disso, a coleta baseada em boletins de ocorrência que mencionam “motorista de aplicativo” inclui situações em que essa é apenas a ocupação declarada do motorista, não necessariamente casos ocorridos durante viagens realizadas por meio de aplicativos. Dessa forma, os números não permitem distinguir adequadamente o contexto das ocorrências.

As empresas associadas à Amobitec ressaltam que a segurança de motoristas e usuários é uma prioridade nas operações. Disse que as plataformas investem e trabalham continuamente para buscar cada vez mais proteção nas milhões de viagens que ocorrem diariamente por meio de ferramentas tecnológicas que atuam antes, durante e depois de cada viagem, como compartilhamentos de localização com contatos de segurança e gravação de áudio.

Há um diálogo constante com o Poder Público, de forma transparente e colaborativa, nos quais as plataformas se colocam à disposição para contribuir com iniciativas que busquem avanços na segurança para os motoristas dos aplicativos e usuários. Inclusive, plataformas possuem equipes especializadas para colaborar com as autoridades nas solicitações de dados, respeitando-se a legislação relativa à privacidade. 

Em alguns Estados, existe a integração das plataformas com o sistema 190, que permite ao motorista acionar uma ferramenta de emergência que envia os dados da viagem em tempo real para as centrais de atendimento da Polícia Militar.  

A Secretaria de Segurança Pública também foi questionada, mas não houve resposta.

(Com informações de Wesley Justino/EPTV)

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