O que seria um dia importante na história da Ponte Preta terminou sem nenhuma definição. Em um clima tenso entre os conselheiros, a Assembleia Geral Extraordinária da Ponte Preta, que discutiria mudanças nos regimentos internos do clube para a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), terminou sem definição nesta segunda-feira (25).
Segundo o edital, a primeira chamada estava agendada para as 17h, e a segunda, para as 17h30. Porém, alguns conselheiros alegaram que a mesa do Conselho não cumpriu os horários estabelecidos. José Armando Abdalla Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, decidiu adiar a votação após o recebimento de duas decisões liminares da Justiça.
“O clube não estava preparado para cumprir esse tipo de situação. Em conjunto com os advogados autores da ação e com o presidente do Conselho Deliberativo, foi quase um consenso que, por prudência e até para atender às obrigações de caráter logístico e operacional que a liminar determinou, seria melhor postergar a data para o clube se preparar para cumprir rigorosamente o estabelecido”, afirmou o diretor jurídico da Ponte Preta, José Henrique Specie.
Ainda não existe uma nova data para a realização da reunião. Segundo o diretor jurídico do clube, o Conselho deverá remarcar uma nova Assembleia conforme o Estatuto.
“Cabe ao presidente do Conselho Deliberativo analisar a decisão e verificar a melhor data para que a Assembleia possa ocorrer. Espero que seja o mais rápido possível, cumprindo o Estatuto, mas que seja breve”, finalizou.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, foram registrados diversos momentos de discussão no Salão Nobre entre integrantes da diretoria executiva e membros da oposição. Também há registros, por meio de imagens, de pedidos de renúncia feitos por alguns conselheiros aos integrantes da atual diretoria executiva.
