A família de Jamily Vitória Duarte, menina que morreu após ser picada por um escorpião em Piracicaba, recebeu duas convocações para perícias médicas presenciais no Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), mesmo após a Justiça determinar que a análise fosse feita apenas com documentos.
A perícia integra a ação cível movida pela família, que pede indenização pela morte de Jamily. O objetivo é avaliar prontuários, laudos e registros do atendimento prestado na UPA Vila Cristina para verificar se houve falhas.
Segundo a defesa da família, a Justiça determinou em janeiro de 2025 que a perícia fosse exclusivamente documental. Apesar disso, o Imesc marcou um exame presencial para outubro do mesmo ano. Depois, em maio de 2026, o juiz reforçou que não seria necessário comparecimento presencial. Ainda assim, uma nova convocação foi feita para agosto deste ano.
Documentos do processo mostram que o instituto chegou a registrar que a paciente não compareceu para a realização do exame, embora Jamily tenha morrido em agosto de 2023.
Jamily Vitória Duarte morreu após ser picada por um escorpião e, segundo os familiares, demorou para receber o soro antiescorpiônico na UPA Vila Cristina. O caso ocorreu em agosto de 2023.
Na esfera criminal, a Secretaria da Segurança Pública informou que o inquérito foi concluído e uma médica foi indiciada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, além de fraude processual e falsificação de documento público. O caso foi encaminhado à Justiça.
Em nota, o Imesc informou que identificou uma inconsistência administrativa no sistema de agendamento de perícias, que passa por atualização tecnológica. O instituto afirmou que vai apurar o erro internamente e informou que o laudo do caso está sendo elaborado com base na análise dos documentos do processo, com previsão de conclusão nos próximos dias.
