Após a derrota para o Avaí por 2 a 0, no estádio Moisés Lucarelli, o técnico Márcio Zanardi revelou mais dificuldades enfrentadas no dia a dia da Ponte Preta. O comandante da Macaca afirmou que alguns jogadores estão no limite físico, mas, devido às poucas opções no elenco, estão atuando no sacrifício.
Um dos jogadores citados foi o volante André Lima. Sem condições de atuar por conta de um desconforto, o jogador se colocou à disposição para enfrentar o time catarinense.
“Ele sentiu a perna, chegou para mim e falou: ‘Eu vou jogar de qualquer jeito’. Ele tomou injeção, tratou e não tinha a mínima condição de jogar. Não sei se vocês perceberam, não deu um chute, não abriu a passada, não correu, não conseguiu marcar. Você vê o nível e o caráter desses jogadores, né?”, revelou Zanardi.
Questionado sobre o motivo de continuar no comando da Alvinegra, Zanardi explicou por que ainda permanece no clube.
“Eu não posso, como comandante, abandonar o barco. Eu também estou com eles. Mas é nítido que a Ponte precisa não só de dinheiro, mas de várias situações, várias coisas. Enquanto eu olhar para dentro e ver os jogadores querendo, é isso que faz a gente vir trabalhar todos os dias. Você vê também os funcionários olhando para você, pedindo para não abandonar, para ajudar. A gente tem que ter humanidade. Não é fácil. É difícil. A gente está precisando de ajuda. A gente tem que respeitar essa camisa.”
Nesta segunda-feira (24), acontece a votação para a transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), e o treinador alertou os dirigentes sobre a necessidade de pensar no futuro da Ponte Preta.
“Nós estamos aqui por essa instituição e agora é rezar para as coisas darem certo, porque, independentemente de oposição ou situação da SAF, as pessoas que entrarem aqui precisam pensar e olhar para a Ponte Preta. Nós estamos de passagem aqui. Infelizmente, se o resultado é ruim, fica uma história para a Ponte Preta, e precisamos pensar na Ponte Preta.”
