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Artesp fiscaliza ônibus intermunicipais que percorrem itinerário entre Sumaré e Campinas

Quem depende do transporte coletivo entre Sumaré e Campinas tem relatado diversos problemas. Alguns deles, muitas vezes, começam antes mesmo de o ônibus entrar no trânsito. Na manhã desta quinta-feira

Artesp fiscaliza ônibus intermunicipais que percorrem itinerário entre Sumaré e Campinas
Foto: Aline Albuquerque/CBN Campinas

Quem depende do transporte coletivo entre Sumaré e Campinas tem relatado diversos problemas. Alguns deles, muitas vezes, começam antes mesmo de o ônibus entrar no trânsito. Na manhã desta quinta-feira (3), por exemplo, durante a fiscalização da Artesp, um veículo quebrou no Terminal Rodoviário de Sumaré.

O carro estava previsto para sair às 7h20, mas quebrou antes de conseguir sair do terminal. Os passageiros precisaram descer e aguardar para entrar no veículo previsto para sair na sequência, às 7h40. Porém, o veículo chegou atrasado, às 7h49. Com passageiros dos dois horários na fila, o veículo ficou superlotado.

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Passageiros relatam atrasos frequentes, ônibus que não aparecem, veículos lotados e também problemas nas condições dos coletivos. E os números de reclamações registradas na Artesp ajudam a dimensionar esse cenário.

Entre setembro e dezembro do ano passado, foram 8 reclamações por atraso de coletivo nas linhas com origem ou destino em Sumaré. Já neste ano, até julho, esse número saltou para 50. Valéria Leite depende do intermunicipal para chegar a Campinas. Ela fala da dificuldade enfrentada com os atrasos.

Não são apenas os atrasos. Até julho, foram registradas também 17 reclamações por superlotação, 7 por más condições dos veículos, 4 por mudanças na tabela de horários, três relacionadas à prestação do serviço da empresa, além de queixas sobre mudança de itinerário e ônibus que não pararam no ponto.

Edmilson Barbosa também reclama das superlotações e condições dos veículos.

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A agência diz que, desde março, vem fazendo uma fiscalização contínua no consórcio Bus+, responsável pelos ônibus, com vistoria em 100% da frota. Os fiscais verificam as condições dos ônibus, o cumprimento dos horários e a lotação.

Segundo o superintendente de Transporte Coletivo da Artesp, Felipe Freitas, foram identificadas irregularidades e, por isso, foi aberto um processo administrativo contra o consórcio por descumprimento contratual e também pela não apresentação de um plano de melhoria.

A Artesp explica que a empresa pode ser multada até que consiga corrigir os problemas. E, caso as irregularidades persistam, pode haver até a substituição da empresa, ou seja, a caducidade do contrato.

No primeiro semestre deste ano, a agência fiscalizou quase 30 mil veículos em todo o estado e aplicou mais de 3,2 mil autos de infração no transporte intermunicipal.

O que diz o Consórcio Bus+

Em nota, o Consórcio BUS+ informou que, atualmente, o maior problema nas linhas intermunicipais é relacionado à escassez de mão de obra de motoristas. A falta temporária de profissionais qualificados tem impactado, de forma direta, a operação.

Outro fator prejudicial ao cumprimento de horários são os gargalos de trânsito nas rodovias, principalmente em horários de pico.

Para minimizar o problema relacionado à mão de obra, o consórcio disse que criou um novo programa de formação de motoristas, voltado principalmente ao público feminino.

A empresa lamentou os transtornos e reafirmou o compromisso com os passageiros para solucionar os problemas na operação, e ressalta que trabalha para normalizar os atendimentos o mais rápido possível. O consórcio não respondeu sobre a abertura do processo administrativo pela Artesp.

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