A Justiça realiza nesta quarta-feira mais uma audiência de instrução do processo que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, no limite entre Limeira e Cordeirópolis.
A nova etapa foi marcada depois que apenas cinco das 17 testemunhas de acusação previstas foram ouvidas na primeira audiência, realizada no último dia 17 de setembro.
O processo é conduzido pelo juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal de Limeira. Nesta fase, a Justiça busca esclarecer detalhes sobre a dinâmica do acidente, os procedimentos adotados antes do salto e a responsabilidade de cada integrante do grupo que organizava a atividade.
Respondem ao processo Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves.
Os três homens que participaram diretamente da preparação e do lançamento da vítima respondem por homicídio com dolo eventual qualificado. Já Evelyne, apontada como organizadora da atividade, responde por homicídio com dolo eventual por omissão imprópria e também por fraude processual.
A expectativa para esta quarta-feira é pela continuidade dos depoimentos das testemunhas de acusação. Depois dessa etapa, o cronograma prevê a oitiva das testemunhas de defesa e, por último, os interrogatórios dos réus.
Somente após o encerramento da fase de instrução o juiz decidirá se os acusados irão ou não a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Maria Eduarda morreu em 13 de junho depois de ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar conectada às cordas de segurança. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A investigação apontou falhas graves nos protocolos de segurança adotados durante a atividade.
