Após a derrota por 2 a 0 para o São Bernardo no Estádio Moisés Lucarelli, os jogadores voltaram a desabafar sobre a situação do clube. Danilo Barcelos e André Lima falaram do momento delicado da equipe, principalmente das pendências salariais com os atletas e funcionários.
Na saída de campo, André Lima falou do fim da paralisação mesmo sem o pagamento dos salários atrasados. Ele afirmou que a principal preocupação envolve os funcionários do clube.
“Nosso plano era paralisar tudo. Muitas pessoas recebem um salário mínimo, de dois, três mil reais, e estão há cinco, seis meses sem receber. Não digo nem por mim. Por eles. Eu, que tenho um salário maior, a gente tenta. Mas como um pai de família com salário mínimo vai ficar tanto tempo sem receber? O plano era mais por eles do que por nós. Só que a gente recebeu a notícia de que ia demorar muito para receber. Não tinha como parar tanto tempo. A gente ia continuar parado e queimar os meninos da base, que são promissores, com futuro. Eu não posso deixar eles se ferrarem. Não é culpa deles, não é culpa nossa. Não voltamos por pressão de Eberlin (vice-presidente e diretor de futebol), de ninguém. Se a gente continuasse parado, o clube se ferrava também, e o clube não tem nada a ver com isso”, afirmou o jogador.
O lateral Danilo Barcelos, capitão da Macaca contra o São Bernardo, também afirmou que o momento é de reflexão no clube.
“A situação é crítica, precisamos de socorro o mais rápido possível. Só Deus sabe como a gente está levando um dia após o outro aqui dentro. Não sei até onde a gente vai. É a primeira vez que acontece algo do tipo. Tem funcionário que não aguenta passar mais um ou dois dias. Precisamos resolver o mais rápido possível. Quem tem poder para mudar isso que resolva o mais rápido possível”, afirmou Barcelos.
A próxima partida da Ponte Preta acontece na quinta-feira (10), às 21h30, contra o Sport, na Ilha do Retiro.
