Há pelo menos dois meses, pacientes de algumas unidades de saúde de Limeira enfrentam dificuldade para conseguir seringas para aplicação de insulina.
A situação preocupa quem depende do material para manter o tratamento.
É o caso da Maria Rodrigues Caldeiras, mãe do operador de produção donizetti caldeiras.
Ela tem diabetes e precisa aplicar insulina todos os dias.
Donizetti procurou as seringas na unidade básica de saúde do jardim residencial Campo Belo e também no Cecap.
Como a mãe dele precisa fazer as aplicações todos os dias, Donizetti teve que buscar o material por conta própria.
Ele conta que esse gasto, que antes não existia, agora passou a pesar no orçamento.
A insulina é fundamental para controlar os níveis de açúcar no sangue.
E para quem tem diabetes tipo 1, a aplicação faz parte do tratamento diário.
A falta da medicação pode trazer riscos à saúde e comprometer o controle da doença.
O endocrinologista e pesquisador da Unicamp, Bruno Geloneze, explica os riscos para quem tem diabetes e fica sem a insulina.
Bruno também orienta o que fazer na falta da seringa.
De acordo com a prefeitura de Limeira, os fornecedores informaram que parte da produção e dos estoques estaria sendo direcionada para atender à procura por medicamentos para emagrecimento.
Com menos seringas disponíveis no mercado, a compra do material ficou mais difícil.
Além disso, a empresa contratada para abastecer a rede municipal deixou de fazer as entregas.
A justificativa foi a falta do produto e o aumento dos preços.
A prefeitura abriu um processo para apurar o caso e iniciou uma compra emergencial.
