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Campinas terá serviço voltado ao acolhimento de pessoas imersas no vício em jogos e apostas online

Ações começam já nesta quinta-feira; público também terá acesso a teleorientação
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Foto: Rogério Capela/Prefeitura de Campinas

O termo técnico usado pelos especialistas fala por si só: “jogo problemático”. O vício em casas de apostas já é uma questão de saúde pública no Brasil.

Dados do SUS mostram que, de 2018 a 2025, o número de acolhimentos por vício em bets cresceu 104% no Brasil.

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Foram mais de 10 mil atendimentos no período, com maior procura entre os pacientes de 20 a 49 anos.

Um programa lançado nesta quarta-feira (2) em Campinas promete capacitar toda a rede municipal para fazer o acolhimento das pessoas imersas no vício em apostas.

As equipes vão passar por treinamento com especialistas, para que haja qualificação para atender os pacientes.

A promessa é descentralizar o atendimento que hoje é dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), para que profissionais da rede básica aos hospitais de alta complexidade, também consigam acolher os casos.

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A diretora do Departamento de Ensino, Pesquisa e Saúde Digital, Marcelle Benetti, explicou que o programa de teleorientação vai ser liberado ao público, já nesta quinta-feira (3).

Desde 31 de julho, por força de decreto municipal, todas as publicidades de plataformas de apostas de quota fixa estão proibidas em Campinas.

O prefeito Dário Saadi (Republicanos) ressaltou a necessidade de uma uniformidade nas ações de enfrentamento aos efeitos nocivos das bets, e cobrou ação mais incisiva do Governo Federal.

A CBN apurou que uma segunda etapa do programa também vai desenvolver ações de educação nas escolas, com foco no público mais jovem e com tendência de exposição a tempo excessivo de tela.

Os detalhes foram dados pela secretária municipal de Educação, Patrícia Adolf Lutz.

A iniciativa vai contar com o apoio do ASPA (Ambulatório de Substâncias Psicoativas, da Universidade Estadual de Campinas). Segundo a unidade de saúde, são 14 novos casos por semana. Muitos deles agravados pela falta de percepção sobre o endividamento e o constrangimento em pedir ajuda.

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