O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, ainda registra reflexos dos problemas que atingiram a operação ontem. Até esse momento, segundo o painel virtual da página oficial do aeroporto, pelo menos seis voos foram cancelados. Parte deles estava prevista entre 6h e 7h, e outros após as 8h.
Apesar dos cancelamentos, o movimento de passageiros segue intenso no terminal, mas com fluxo mais organizado do que o registrado ontem, quando longas filas se formaram após um apagão que afetou parte do aeroporto.
A falta de energia começou por volta das 3h10 de terça-feira e atingiu o terminal de passageiros. Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, o problema ocorreu em um circuito elétrico que liga duas das três subestações responsáveis pelo abastecimento do terminal. As subestações funcionam de forma interligada para garantir redundância no sistema, mas houve uma interrupção na conexão entre duas delas, o que provocou o desligamento parcial da estrutura. A concessionária informou que a falha ocorreu em uma instalação interna do aeroporto e não teve relação com o fornecimento externo de energia.
Apesar da normalização após 9h30, Viracopos teve 26 voos cancelados e 83 atrasados.
Quando a situação começava a ser normalizada, um novo problema atingiu a operação de Viracopos durante a noite. Uma instabilidade no sistema de GPS que afetou aeronaves Embraer E195-E2 levou ao cancelamento de mais 18 voos entre 17h e 21h.
Segundo a Embraer, a instabilidade foi registrada em alguns tipos de aeronaves e está sendo acompanhada pela fabricante em conjunto com operadores e fornecedores dos equipamentos. A empresa afirmou que o problema não comprometeu a segurança dos voos, já que as aeronaves têm sistemas e procedimentos capazes de manter operações seguras mesmo em situações de falha do GPS.
A Azul, principal operadora de Viracopos e usuária do modelo afetado, informou que adotou medidas preventivas e orientou passageiros a acompanharem a situação das reservas pelos canais oficiais. Já Gol, que não tem aeronaves do modelo, e Latam, as outras duas empresas aéreas que operam em Campinas, disseram que não tiveram impactos relevantes por causa da instabilidade.
