Instalado no início deste ano, o novo equipamento de medicina nuclear é o primeiro desse tipo em funcionamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
O aparelho consegue realizar exames de corpo inteiro com mais rapidez e uma definição superior à dos equipamentos tradicionais. Em alguns casos, um procedimento que leva até duas horas pode ser feito em cerca de trinta minutos.
A médica coordenadora do Serviço de Medicina Nuclear do HC da Unicamp, Bárbara Juarez Amorim, explica como funciona a tecnologia. O equipamento é usado principalmente no atendimento de pacientes com câncer.
As imagens conseguem mostrar com mais clareza a atividade das células tumorais e ajudam a definir com mais precisão o diagnóstico e o tratamento, mas a utilização não se limita à oncologia.
Segundo a especialista, o equipamento amplia as possibilidades de diagnóstico em diferentes áreas da medicina. Além de mais precisão, o novo sistema também traz mais conforto para quem passa pelo exame.
Bárbara Amorim destaca os benefícios da nova tecnologia para os pacientes e para o próprio hospital. A expectativa é que o equipamento também contribua para reduzir o tempo de espera entre o diagnóstico e o início do tratamento.
Em visita à Unicamp nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou os ganhos que o novo equipamento pode trazer para o diagnóstico e o atendimento dos pacientes.
Segundo o ministro, exames mais rápidos e precisos podem reduzir o tempo de espera pelo diagnóstico e ajudar a diminuir as filas do SUS.
O ministro afirma que, além dos investimentos no Hospital de Clínicas, o Ministério da Saúde também prevê novos equipamentos para o Caism, referência no atendimento à saúde da mulher.
Atualmente, a Unicamp é a única instituição do SUS no Brasil a contar com esse equipamento.
A expectativa é que a tecnologia ajude a ampliar o acesso a exames de alta complexidade e contribua para diagnósticos mais rápidos e precisos em diferentes áreas da saúde.
