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Após prorrogação de prisão de Helio Silva, Polícia Federal faz nova operação contra esquema de tráfico

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (7) uma nova fase da investigação que levou à prisão do presidente da Câmara de Sumaré, Hélio Silva (Cidadania). A Justiça também prorrogou por

Helio Silva
Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (7) uma nova fase da investigação que levou à prisão do presidente da Câmara de Sumaré, Hélio Silva (Cidadania). A Justiça também prorrogou por mais 30 dias a prisão preventiva do vereador. 

A nova ação foi batizada de Operação Grimório e foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Campinas. Os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em um sítio localizado em Jacutinga, no Sul de Minas Gerais. 

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Segundo a investigação, o imóvel teria sido usado para armazenar drogas destinadas ao abastecimento de pontos de tráfico em Sumaré. 

De acordo com a Polícia Federal, o endereço foi identificado a partir de documentos apreendidos durante a Operação Archimagus, considerada uma das fases anteriores da investigação. Em julho deste ano, essa operação resultou na apreensão de drogas e armas de fogo em Sumaré e Paulínia. 

O desdobramento ocorre menos de um mês após a prisão de Hélio Silva. O vereador foi detido em 9 de setembro durante uma operação da Ficco que apura a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. 

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o parlamentar participava do financiamento para compra, armazenamento e distribuição de drogas para pontos de venda na região. A investigação também aponta suspeitas de lavagem de dinheiro e de uso de recursos de origem ilegal em atividades político-eleitorais. 

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Os investigadores afirmam que Hélio era conhecido como Mister M dentro da organização criminosa. 

A apuração ainda identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas entre janeiro e agosto deste ano. Segundo a Polícia Federal, o vereador teria recebido sacolas com volumes semelhantes a dinheiro em espécie, que posteriormente teriam sido transportadas em um veículo oficial da Câmara Municipal. 

Os policiais também apontaram que imóveis ligados ao vereador eram usados como endereço de empresas sem atividade econômica compatível com os locais registrados. Em um desses endereços, foram encontradas armas de fogo, incluindo um fuzil e pistolas. 

O inquérito reúne ainda áudios atribuídos ao filho de Hélio Silva. Segundo a investigação, o material contém conversas relacionadas à cobrança de valores ligados ao tráfico de drogas. 

Hélio Silva tem 55 anos e estava na presidência da Câmara quando foi preso. Nas eleições deste ano, concorreu a deputado federal pelo Cidadania. Mesmo detido durante a campanha, recebeu 1.981 votos e ficou como suplente do partido. 

A defesa do vereador nega as acusações. O caso segue sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público. 

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