A Prefeitura de Amparo decretou situação de emergência em saúde pública após o registro de quatro mortes suspeitas por febre maculosa. Todas as vítimas eram homens.
A medida prevê o reforço das ações de vigilância epidemiológica, controle ambiental e atendimento à população. Também foi determinada a interdição preventiva de um pesqueiro no bairro Chácara São João, apontado como possível local de contágio de duas das vítimas.
Segundo a administração municipal, três das quatro mortes ocorreram entre setembro e outubro. O primeiro óbito suspeito foi registrado em 12 de julho. O segundo aconteceu em 29 de setembro e a vítima frequentava o pesqueiro interditado. Os outros dois casos foram registrados em 2 de outubro, sendo que um deles também está relacionado ao local investigado.
As amostras dos pacientes foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz para análise laboratorial. Enquanto os resultados não são concluídos, a Secretaria de Saúde orientou os profissionais da rede municipal a iniciarem o tratamento com base na avaliação clínica e epidemiológica, sem esperar a confirmação dos exames.
Além da interdição do pesqueiro, equipes da Vigilância Ambiental vão realizar manejo da vegetação, monitoramento e controle de carrapatos, além de outras ações em áreas consideradas de risco. Placas de advertência também serão instaladas para restringir a circulação de pessoas nesses locais.
Entre as medidas anunciadas pela prefeitura estão a sinalização de áreas de risco, capacitação de profissionais para identificação precoce da doença, campanhas de conscientização e investigação de possíveis locais de contágio.
A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado. A região de Campinas é considerada endêmica para a doença.
Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores intensas pelo corpo, mal-estar, náuseas e vômitos. O período de incubação varia de dois a 14 dias.
A orientação é que pessoas que tenham frequentado áreas de mata, margens de rios, parques, pesqueiros ou locais com presença de capivaras procurem atendimento médico caso apresentem sintomas até duas semanas após a exposição. Entre as medidas de prevenção estão o uso de roupas claras e compridas, a inspeção do corpo após visitas a áreas de risco e a retirada cuidadosa de carrapatos com o auxílio de uma pinça.
