De janeiro até o começo de outubro, Campinas registrou 166 casos de intoxicação acidental em crianças e adolescentes. O número já é maior do que o registrado durante todo o ano passado.
Desde 2020, foram registradas 954 ocorrências desse tipo na rede pública de saúde. Em 76% dos casos, as vítimas tinham entre um e quatro anos de idade Os principais responsáveis pelas intoxicações são medicamentos e produtos de uso doméstico.
E é justamente por isso que muitas famílias adotam cuidados extras dentro de casa. Na casa da Olívia, de dez meses, a mãe e dona de casa Uri Vaz coloca os produtos de limpeza e os remédios sempre fora do alcance das crianças.
Segundo a médica pediatra do Ciatox da Unicamp, Camila Carbone Prado, a curiosidade natural das crianças nessa fase da vida explica grande parte dos acidentes.
Camila afirma que o maior risco está nos produtos corrosivos, como os que contêm soda cáustica.
De acordo com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp, além dos medicamentos e produtos de limpeza, outros itens comuns dentro de casa também representam risco para as crianças.
Pilhas e baterias, por exemplo, podem causar lesões graves se forem ingeridas, já produtos usados no controle de pragas, como raticidas e inseticidas, podem provocar intoxicações severas.
O centro também alerta para produtos utilizados em jardins e para algumas plantas ornamentais.
espécies como comigo-ninguém-pode, mamona e espada-de-são-jorge estão entre as que podem causar intoxicações quando ingeridas.
Segundo Camila, a orientação é manter esses produtos guardados em locais fechados e fora do alcance das crianças.
Em caso de intoxicação, a orientação é não provocar vômito nem oferecer leite, água ou qualquer alimento sem orientação médica. A recomendação é acionar imediatamente o serviço de emergência ou buscar atendimento de saúde.
