Quase 250 mil flagrantes de motociclistas escondendo a placa ao passar por radares foram registrados em Campinas desde o início de 2026. Os dados divulgados pela Emdec mostram uma média de cerca de 28 mil ocorrências por mês, ou 917 por dia.
A prática consiste em encobrir a placa com a mão ou usar mecanismos para impedir a identificação do veículo. Com isso, os radares registraram infrações como excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho, mas muitas autuações acabaram invalidadas porque a placa não podia ser identificada.
Mais de 72% dos registros ocorreram em duas avenidas da cidade. A John Boyd Dunlop liderou o levantamento, com 142,7 mil flagrantes em 29 pontos de fiscalização. Em seguida aparece a Ruy Rodriguez, com 37,6 mil registros em 14 radares.
Os equipamentos também flagraram motociclistas trafegando entre 80 km/h e 100 km/h, principalmente na John Boyd Dunlop.
Conduzir veículo com a placa sem condições de visibilidade é uma infração gravíssima. A penalidade prevê multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
As vias com maior número de ocorrências foram:
- Avenida John Boyd Dunlop: 142,7 mil flagrantes
- Avenida Ruy Rodriguez: 37,6 mil flagrantes
- Avenida Amoreiras: 7,3 mil flagrantes
- Rodovia Heitor Penteado: 5,7 mil flagrantes
- Avenida Prestes Maia: 5,7 mil flagrantes
- Avenida Lix da Cunha: 5,3 mil flagrantes
- Avenida José Roberto Magalhães Teixeira: 5,3 mil flagrantes
No dia 2 de outubro, um radar da avenida John Boyd Dunlop identificou uma motocicleta equipada com um dispositivo que levantava automaticamente a placa ao passar pelos equipamentos de fiscalização. A imagem foi encaminhada à Guarda Municipal. O veículo acabou autuado por obstrução de placa e foi apreendido no último dia 6.
Os motociclistas continuam sendo as principais vítimas do trânsito de Campinas. Até agosto, 21 motociclistas morreram em acidentes na cidade. O número representou uma queda de 16% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Nas operações de fiscalização, esse grupo também concentrou a maior parte das irregularidades. Das 6,3 mil infrações registradas em blitze, quase 3,4 mil, o equivalente a 54% do total, foram cometidas por motociclistas.
