O Estado de São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo em 2026, após a confirmação de três novos pacientes na capital paulista. Apesar do cenário estadual, Campinas segue sem registros da doença neste ano, segundo o acompanhamento epidemiológico.
Os três casos mais recentes foram confirmados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado na terça-feira (28). Os pacientes são dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de um ano, todos moradores da cidade de São Paulo.
De acordo com o governo estadual, os novos registros estão ligados a cadeias de transmissão identificadas desde junho e monitoradas pelas equipes de vigilância. O acompanhamento aponta redução da circulação do vírus. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, as autoridades também avaliam o encerramento das cadeias de transmissão associadas aos casos registrados.
Para que uma cadeia seja considerada interrompida, é necessário um período de 90 dias sem novos casos relacionados. Durante esse tempo, seguem as investigações de notificações suspeitas e a busca ativa de possíveis pacientes.
Até agora, mais de 1.700 notificações suspeitas foram descartadas em São Paulo. As ações de vigilância incluem rastreamento de contatos, análise laboratorial e investigação epidemiológica.
Dos 40 casos registrados no estado, 36 ocorreram na capital, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André. Nenhum paciente morreu.
A maior parte das confirmações envolve pessoas sem vacinação completa contra o sarampo. Entre todos os casos registrados, cerca de 60% ocorreram em crianças com menos de dois anos, faixa etária considerada mais vulnerável às complicações da doença.
O Brasil mantém o status de eliminação da transmissão endêmica do sarampo. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, os casos registrados neste ano em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro são considerados episódios de transmissão limitada, com cadeias identificadas e medidas de contenção em andamento.
Enquanto o Estado monitora os casos confirmados, Campinas permanece sem registros de sarampo em 2026. A principal orientação das autoridades de saúde continua sendo a atualização da carteira de vacinação, disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde.
