A tecnologia foi desenvolvida a partir de estudos com derivados da cana-de-açúcar. Os pesquisadores utilizam um processo de fermentação para transformar o açúcar em ácido lático. A partir dele, é produzido o material que dá origem ao curativo líquido.
O professor da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp (FEQ), Rubens Maciel Filho, detalha como funciona esse processo. Diferente dos curativos tradicionais, que precisam ser trocados com frequência, a nova tecnologia é aplicada na forma líquida.
A pesquisadora da Unicamp Ana Flávia Pattaro explica que, depois de ser aplicado na pele, o produto forma uma camada protetora que é absorvida pelo organismo durante a cicatrização. Segundo Ana Flávia, a próxima etapa é testar o curativo em pacientes.
A descoberta pode trazer benefícios principalmente para pacientes que convivem com feridas de difícil cicatrização, como pessoas com diabetes.
O aposentado Dino Antônio Silva teve parte do pé direito amputada após uma ferida evoluir para uma infecção. Ele acredita que a nova tecnologia pode facilitar o tratamento de muitos pacientes.
A expectativa é que o curativo chegue ao mercado em cerca de dois anos, a proposta é que ele tenha um custo acessível e, dependendo dos resultados, possa até ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
