Uma eleitora de 62 anos não conseguiu votar no segundo turno das eleições, neste domingo (25), em Campinas, porque o sistema da Justiça Eleitoral apontava que o voto dela já havia sido registrado.
A situação ocorreu na Escola Municipal Orlando Carpino, no Jardim Ouro Branco. Segundo a mulher, ela não compareceu ao primeiro turno e compareceu normalmente à seção eleitoral para votar neste domingo, quando foi informada de que já havia um registro de votação vinculado ao seu título.
De acordo com os mesários, não havia assinaturas nos espaços reservados à eleitora no caderno de votação, nem comprovantes de participação no primeiro ou no segundo turno. Também não foi identificada nenhuma pessoa com nome semelhante na mesma seção.
Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral informou que a ocorrência foi registrada em ata e será analisada pela Justiça Eleitoral. O órgão explicou que, quando a urna registra que o eleitor já votou, não é possível liberar uma nova votação.
Segundo o TRE, por questões de segurança e do sigilo do voto, um voto já confirmado na urna eletrônica não pode ser retirado ou anulado. O caso será avaliado pelo juiz eleitoral responsável, que analisará os documentos da seção e os registros da urna.
A Justiça Eleitoral também ressaltou que a situação não significa, por si só, a existência de fraude ou crime eleitoral. De acordo com o tribunal, apenas a investigação poderá esclarecer o que ocorreu.
Como o sistema aponta que houve votação vinculada ao título eleitoral da eleitora, ela não será considerada ausente nem estará sujeita ao pagamento de multa. O TRE acrescentou que o sistema eleitoral possui mecanismos de segurança, como a identificação biométrica e a exibição da foto do eleitor ao mesário no momento da votação.
