Mais de 2,2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estavam ocupadas no estado de São Paulo no segundo trimestre deste ano. O número representa 26,5% da população dessa faixa etária e corresponde a 8,5% de todos os trabalhadores paulistas. Os dados são de uma análise da Fundação Seade sobre a participação dos idosos no mercado de trabalho.
Um exemplo é o de Ismael Saulino, que há mais de 40 anos trabalha com sapataria, ofício que aprendeu no início da vida adulta. Atualmente, ele mantém o negócio nos fundos de casa, em Americana, ao lado da esposa. A sapataria é a principal fonte de renda do casal.
Ismael continua trabalhando tanto pela satisfação com a profissão quanto pela necessidade de garantir o sustento da família.
Prestes a completar 60 anos, Darlene Saulino também participa da rotina do estabelecimento. Ela atende os clientes e realiza outros serviços. Para o casal, a idade não é um impedimento para continuar trabalhando enquanto houver condições.
A realidade dos dois reflete a de milhões de pessoas no estado. Segundo a Fundação Seade, a maior parte dos trabalhadores com 60 anos ou mais tem entre 60 e 69 anos. Pessoas com 70 anos ou mais representam 1,5% da força de trabalho paulista.
De acordo com Alexandre Loloian, responsável pela área de indicadores sociais da Fundação Seade, o cenário está relacionado ao aumento da expectativa de vida e à necessidade de complementar a renda durante a terceira idade.
A prestação de serviços é o principal setor de atuação das pessoas com 60 anos ou mais, reunindo 47% desses trabalhadores. O comércio, a indústria e a construção também contam com profissionais dessa faixa etária.
A análise da Fundação Seade mostra ainda que 40% dos idosos ocupados trabalhavam por conta própria no segundo trimestre. Outros 24% tinham carteira de trabalho assinada.
