Hoje, pedir uma corrida pelo aplicativo já faz parte da rotina de muita gente.
Em Campinas, o serviço também virou uma opção de trabalho para muitos motoristas. Maria Michele Sateli está nessa atividade há dois anos. Segundo ela, o movimento é bom, principalmente nos horários de pico.
Em 2018, quando a Prefeitura começou a cadastrar os motoristas de aplicativo, eram 43 mil 248 profissionais. Em setembro deste ano, já eram quase 350 mil. Um aumento de 705%.
Já o número de taxistas diminuiu. Em 2018, eram cerca de 1.400 permissionários e condutores auxiliares. No mês passado, esse total caiu para 1.135. Uma redução de quase 20%.
Para o diretor da Secretaria de Transportes de Campinas, João Beato, a chegada dos aplicativos criou uma nova concorrência para os taxistas.
Há 18 anos como taxista, Alexandre Américo da Cruz acompanhou as mudanças na profissão, principalmente depois da chegada dos aplicativos. Mas a concorrência não é o único fator que explica a redução no número de taxistas.
Segundo o presidente do sindicato da categoria, Inácio Rodrigues, a falta de novas permissões também contribuiu para esse cenário.
Segundo a Emdec, uma nova licitação está em preparação. Mas, como as leis federais mudaram desde 2010, a Prefeitura precisou primeiro atualizar as regras da cidade.
