A Polícia Civil de Piracicaba realizou nesta quarta-feira (28) a primeira fase da Operação Sócio Oculto, que investiga um suposto esquema de fraude envolvendo a venda de veículos destinados a prefeituras e outros órgãos públicos. Segundo a investigação, o prejuízo estimado chega a R$ 3,5 milhões.
Segundo a Polícia Civil, eles receberam uma denúncia feita por uma concessionária de Piracicaba ligada a uma montadora francesa. De acordo com a corporação, os veículos eram retirados diretamente da fabricante para atender contratos públicos já firmados, mas parte deles teria sido retirada sem que os pagamentos fossem repassados à montadora.
O principal investigado é um empresário de 50 anos, e a suspeita é de que ele utilizasse empresas registradas em nome de terceiros para participar de licitações em diferentes cidades do país.
Segundo a apuração, pelo menos 15 veículos teriam sido retirados sem pagamento. Cada um deles está avaliado em cerca de R$ 230 mil.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de São Paulo e Salto. Celulares, computadores e documentos foram apreendidos e passarão por análise.
De acordo com a Polícia Civil, os materiais apreendidos serão analisados para identificar outros possíveis envolvidos e reunir novas provas.
A operação recebeu o nome de “Sócio Oculto” porque a suspeita é de que o empresário controlava empresas registradas em nome de terceiros.
A Polícia Civil afirma que o empresário já foi alvo de apurações semelhantes em 2021, incluindo um caso na Bahia envolvendo a entrega de um veículo que não teria sido realizada após o pagamento do contrato.
As investigações continuam.
