Campinas registrou 212 mortes no trânsito em vias urbanas entre 2023 e 2025. Quatro avenidas concentram 17% desses mortes: John Boyd Dunlop, Comendador Aladino Selmi, Ruy Rodriguez e Prestes Maia. Foram 36 vidas perdidas nesses quatro corredores.
O levantamento da Emdec mostra também que quase metade dos 50 pontos considerados críticos para acidentes, os chamados sinistros, está concentrada em três avenidas: John Boyd Dunlop, Prestes Maia e Ruy Rodriguez.
A John Boyd Dunlop lidera o ranking, com 15 pontos críticos e 17 mortes no período. A Ruy Rodriguez aparece com quatro pontos críticos e seis mortes. E a Prestes Maia tem cinco pontos e cinco óbitos.
As três avenidas estão entre as mais movimentadas de Campinas. A Prestes Maia, por exemplo, recebe cerca de 104 mil veículos por dia. A John Boyd Dunlop tem fluxo de aproximadamente 60 mil veículos diariamente, e a Ruy Rodriguez, 47 mil.
A Emdec informou que as novas propostas de Faixa Azul estavam paradas na Senatran, que não estava emitindo novas liberações. Por ser uma sinalização especial, todos os projetos precisam ser liberados individualmente
Para tentar reduzir os acidentes, a Emdec
ampliou a fiscalização eletrônica, realizou intervenções viárias e intensificou as operações de fiscalização e as ações educativas.
Na John Boyd Dunlop, o resultado aparece na série histórica. Em cinco anos, as mortes caíram 69%: foram 13 óbitos em 2021, contra quatro em 2025. Segundo a Emdec, nove vidas foram poupadas nesse período.
O cruzamento da John Boyd Dunlop com a Mário Scolari, que durante anos esteve no topo da lista dos pontos mais críticos da cidade, caiu para a oitava posição no ranking atualizado.
E há uma redução preliminar também neste ano. Até agosto, foram duas mortes na John Boyd Dunlop, uma na Ruy Rodriguez, uma na Prestes Maia e nenhuma na Aladino Selmi.
Os dados fazem parte do Relatório Anual de Sinistralidade no Trânsito da Emdec, elaborado em parceria com a Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global.
