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Suspense na apuração une eleitores de Lula e de Flávio em Campinas

Decisão histórica e correria nas seções: como foi a apuração do 2º turno na cidade
lula
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

Em um raro momento de superação da polarização política, os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) dividiram um mesmo espaço e um mesmo sentimento no começo da noite deste domingo (25) em Campinas.

Entre um chopp, um petisco e aquela aposta sobre quem seria o novo presidente da República, eles faziam uma rara dança a dois em torno de consensos.

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A indignação chegou à mesa do bar. A decisão do ministro do STF, Cristiano Zanin, prorrogou a votação por mais duas horas após relatos de transporte público recolhido em São Paulo e em Salvador; e em razão da lentidão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em decidir o que faria diante das denúncias.

A medida pela prorrogação da eleição foi solicitada pelas campanhas de Lula e de Flávio, após as 16h00.

A assistente social Elza Fratini votou em Lula e estava ansiosa, mas apoiou a decisão de prorrogar a votação.

“Espero que realmente tenha sido possível, que essas pessoas que não tinham conseguido votar no horário determinado, que tenham conseguido, porque isso é muito importante, vai fazer diferença no resultado final. E eu fico muito emocionada de falar, porque a gente está aqui para a defesa da garantia dos nossos direitos e eu como assistente social, para a garantia dos direitos da população que eu atendo”, avaliou.

Acompanhado do filho, o comerciante Gabriel Sanches votou em Flávio e tinha outra visão.

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“Olha, eu acho meio ruim para o Brasil, né? O brasileiro não se preparou para o dia de hoje. É, é o dever dele, né, cumprir a de estar indo votar. E eu acho que a gente não tem que levar em culpa o governo ou o transporte público, de repente, que depois pode ser um pouco deficiente, mas faltou um pouco o brasileiro ser mais organizado, né?”, ponderou.

De fato, foram mais ou menos 20 minutos de tensão. No quinto andar do Cartório da Justiça Eleitoral, no Largo do Rosário, a reportagem da CBN presenciou a indefinição sobre a determinação que vinha de Brasília, e a orientação sobre o que fazer com as urnas que já haviam sido fechadas em Campinas.

Às 17h29, a chefe do Cartório, Egle Prado Vilhena, esclareceu:

“Não, não é possível a gente reabrir a votação. É importante esclarecer que a decisão que o STF tomou chegou pra gente às 17h12, né? Oportunidade em que a maioria das nossas sessões já estavam encerradas”, explicou.

Mesários retidos

Do outro lado do celular, por onde as orientações chegavam, o mesário e coordenador de Logística, Bruno Milton da Silva, ficou momentaneamente retido na seção eleitoral na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ele gravou com a repórter Gabriella Ramos, do g1 Campinas.

“Ninguém está liberado, porque se for reabrir ou não, o mesário, o presidente tem que estar presente, então por isso que nenhum deles foram liberados”, contou.

Votação prorrogada em duas horas

Por volta das 18h15, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a votação deveria continuar apenas nas seções que, eventualmente, ainda não tivessem encerrado os trabalhos.

Quinze seções, 14 na Escola Estadual Dom Barreto e uma no Colégio Imaculada, prosseguiram até o horário limite. Relatos de tumulto foram registrados em locais como o Colégio Progresso, no Cambuí.

Às 19h00, a retomada da votação gerou palavras de ordem na Praça Bento Quirino, e às 21h12, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou que Luiz Inácio Lula da Silva estava reeleito presidente da República.

Mais eleitores nas urnas

Em um domingo também marcado pelas chuvas, que ultrapassaram os 100 milímetros em Campinas, o eleitorado compareceu mais às urnas em relação ao primeiro turno.

O índice de abstenção ficou em 20,97%, com a ausência de mais de 183 mil eleitores. No primeiro turno, o índice havia sido de 23,57%.

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