A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava uma mulher suspeita de exercer ilegalmente a medicina em Limeira e decidiu indiciá-la por uma série de crimes. Segundo as investigações, entre 2023 e 2025 ela teria realizado atendimentos na área de saúde mental se apresentando como profissional de neuropsiquiatria, apesar de não possuir formação médica nem registro profissional para exercer a atividade.
De acordo com a apuração conduzida pelo 1º Distrito Policial de Limeira, a investigada também afirmava atuar como psicóloga, mas os levantamentos realizados pela polícia indicaram que ela não possui habilitação nem registro nos conselhos profissionais das áreas de medicina ou psicologia.
Durante o inquérito, pacientes ouvidos pelos investigadores relataram ter recebido atendimento da suspeita. Conforme os depoimentos, ela orientava tratamentos e fornecia informações relacionadas ao uso de medicamentos.
A investigação teve início após o compartilhamento de informações de um processo judicial. Entre os documentos analisados pela polícia estavam um depoimento prestado pela própria investigada à Justiça e um documento técnico elaborado por ela.
Ainda durante as diligências, policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão no imóvel onde os atendimentos eram realizados. No local, foram recolhidos documentos, materiais utilizados para identificação profissional, aparelhos celulares e medicamentos de controle especial.
Em depoimento à Polícia Civil, a mulher negou ter se apresentado como médica e também afirmou que não prescrevia medicamentos controlados.
Mesmo diante da negativa, a autoridade policial entendeu haver indícios suficientes para o indiciamento. A mulher responderá pelos crimes de exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, falso testemunho e manutenção para venda de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais de procedência ignorada.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público em 23 de outubro, que agora deverá analisar o caso e decidir sobre as medidas cabíveis. Procurado pelo Grupo EP para informar o andamento da investigação, o órgão não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
