Quem passa pela rodoviária de Campinas encontra poças d’água logo na entrada do saguão principal depois que uma parte do forro do teto caiu. Os pontos mais afetados foram isolados e cercados com faixas e placas. São pelo menos três trechos sinalizados que limitam a passagem dos usuários. Rodrigo Mariano, por exemplo, chegou a ser atingido por uma goteira. Ele critica o risco e as condições apresentadas pelo terminal.
Para conter a água que escorre do teto, lixeiras improvisadas e baldes foram colocados dentro das áreas isoladas. Mas a medida não impede que o piso fique molhado, principalmente entre os guichês do estacionamento e do guarda-volumes. Em pontos sem sinalização, o forro está úmido e também pode cair, o que preocupa Maria de Lurdes. Ela reclama da falta de manutenção.
Outro transtorno para os passageiros é a falta de operação de uma das escadas rolantes que dão acesso à área de embarque e desembarque. Com isso, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e gestantes precisam esperar um único elevador para descer ao andar inferior. Lucimar Pascoal, que esperava a mãe que chegaria de viagem, acredita que a maior dificuldade é justamente das pessoas de idade.
O problema na escada é frequente e foi causado em outras oportunidades por falta de peças específicas para o reparo. Desta vez, porém, a empresa que administra o terminal não se posicionou e também não enviou resposta sobre a queda do forro no local.