Campinas confirmou a primeira morte por dengue em 2015. A vítima é um homem de 78 anos que morava na região leste da cidade. Outros dois óbitos confirmados são de fora do município, mas a Saúde ainda analisa os exames de outras três mortes. Ao todo, são 1697 registros da doença até o momento, sendo 823 em janeiro, 839 em fevereiro e 35 somente em março. Os números municipais, no entanto, são inferiores aos 1969 divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde.
Para o responsável pela Pasta na cidade, Cármino de Souza, a diferença de 272 casos pode ter sido causada pelas datas de consulta aos dados. Ele não soube detalhar o problema, mas afirmou que as informações são lançadas pelo município e que a contagem foi feita até o último dia 13. Cármino também falou sobre os 5.050 casos suspeitos em investigação e estima que até 15% do total seja de fora da cidade.
Diante disso, as unidades de pronto-atendimento e pronto-socorro, assim como os postos, foram orientadas a criar salas de hidratação exclusivas. O secretário, porém, acredita que a epidemia atual não tenha um pico como em 2014 e os registros fiquem mais distribuídos nas regiões. Além do reforço no atendimento, a Prefeitura também já se prepara para contar com o Exército no combate aos criadouros. De acordo com o prefeito, Jonas Donizette, os soldados eram esperados inicialmente para abril, mas foram solicitados já para o mês de março.