O vigia do banco Itaú de Barão Geraldo, em Campinas, que teve uma falsa bomba presa ao corpo na manhã desta quinta-feira não é considerado suspeito de participação de uma tentativa de roubo à agência, segundo informações da Delegacia de Investigações Gerais. Assim que o dispositivo foi desarmado pelo GATE e comprovado que se tratava de um falso artefato, o vigia foi algemado e levado pela Polícia Militar. Ele foi conduzido à DIG, onde prestou depoimentos. À tarde, o vigia foi levado novamente pela Polícia Militar para refazer o percurso desde o momento em que teria sido abordado pelos bandidos até sua chegada ao banco. No início da noite ele voltou à delegacia, onde prestou novo depoimento e depois liberado.
O delegado de investigações gerais de Campinas, Carlos Henrique Fernandes, não gravou entrevista, mas disse que não há nenhum elemento que aponte que o vigia agiu por conta própria ou que teria participação em alguma quadrilha. Sobre o fato dele ter sido algemado, o delegado disse que essa decisão partiu da Polícia Militar, por questões de segurança. O homem chegou à agência bancária com o artefato preso ao corpo e comunicou ao gerente da agência. Os artefatos foram retirados do corpo do vigia por volta da uma hora da tarde e em seguida detonados pelo GATE. Depois, o Grupo identificou que o dispositivo era composto por um relógio digital, um chip e objetos que simulavam detonadores.