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Ato por moradores de rua tem discussão entre ativistas e GMs

O ato em Campinas pelo Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua foi marcado por uma discussão entre os manifestantes e guardas municipais. Assistentes sociais alegam abuso,

Ato por moradores de rua tem discussão entre ativistas e GMs
O ato em Campinas pelo Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua foi marcado por uma discussão entre os manifestantes e guardas municipais. Assistentes sociais alegam abuso, mas a corporação nega. A confusão aconteceu na Praça Ruy Barbosa, na região central, pouco depois do início do protesto, às 11h da manhã. Com […]

O ato em Campinas pelo Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua foi marcado por uma discussão entre os manifestantes e guardas municipais. Assistentes sociais alegam abuso, mas a corporação nega. A confusão aconteceu na Praça Ruy Barbosa, na região central, pouco depois do início do protesto, às 11h da manhã. Com caixas de som, faixas e cartazes, o protesto pedia mais respeito e dignidade. Mas quando o grupo se preparava para uma apresentação teatral, um homem que dormia em um canteiro próximo foi abordado pela Guarda Municipal, o que revoltou os moradores de rua.

Eles correram em direção aos GMs, mas foram contidos por ativistas e assistentes sociais do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua. Apesar do tumulto, o jovem foi liberado, não houve confronto e a situação se acalmou. Mas para a advogada da Comissão Municipal de Direitos Humanos, Érica Zucatti, a ação foi desproporcional. Para o desempregado Cristiano Cássio, que vive na rua há dois anos, o fato registrado na praça expôs a rotina da população que não tem onde morar.

Em nota, a Guarda Municipal afirmou que o pedido para que um morador de rua se levantasse “visava garantir a segurança do próprio cidadão, que poderia ser alvo de algum incidente no caso de um tumulto”. O comunicado diz que o jovem foi “incitado por outras pessoas que estavam na manifestação” e reagiu à abordagem, mas “foi orientado pela GM sem a necessidade de qualquer intervenção”. A Guarda Municipal de Campinas ainda alegou que “baseia todas as ações nos preceitos dos Direitos Humanos, com compromisso ao bem-estar e segurança de toda população”.

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